Das salas de aula da Universidade de Passo Fundo (UPF) para os gramados e bastidores da Copa do Mundo de futebol. Em meio à movimentação de torcedores, seleções e profissionais da imprensa de diferentes países, os jornalistas Lauriane Agnolin e Luigi Silvestri levam o nome da UPF para a cobertura do maior evento esportivo do planeta. Atuando em diferentes frentes da comunicação, os egressos vivem uma experiência profissional única, levando informação, contando histórias e mostrando ao mundo um trabalho que teve início com sua formação na Universidade.
Em sua primeira Copa, Lauriane está atuando como criadora de conteúdo para Guadalajara, uma das cidades sede do evento. O convite feito pela própria FIFA surgiu ainda durante o sorteio dos grupos, quando atuou como mediadora de um debate com o objetivo de amplificar a discussão sobre o mundial a nível digital. Agora, já com o evento acontecendo, o desafio da jornalista é, durante o FIFA Fan Festival de Guadalajara, buscar histórias de torcedores para contar o Mundial desde uma perspectiva humana, além de conteúdos mais informativos para os perfis da Cidade Sede. “O vibrante, o curioso, matizes e emoções da Copa estarão comigo ao longo dos 39 dias”, conta.
Apesar de ser sua primeira experiência no mundial de futebol, Lauriane já é veterana em grandes eventos esportivos. Isso porque a egressa atua na LoL Esports Latinoamérica, canal de transmissões e gerenciamento do cenário competitivo de League of Legends e esports (esportes eletrônicos). No entanto, ela pontua que o trabalho na Copa do Mundo é bem diferente do que está habituada a fazer. “Objetivamente, muda a maneira de contar. As audiências são diferentes, a visibilidade é ainda maior. A Copa do Mundo da FIFA é um fenômeno global que cativa a audiência, essencialmente, pelo sentimento. Tudo o que transcende o cronômetro é a essência do evento e, curiosamente, o que está acontecendo fora das quatro linhas é o que mais está ressaltando aqui no México”, conta.
Para a jornalista, o maior desafio de produzir conteúdo para públicos tão diversos é simplificar a linguagem. “Como a América Latina possui tantas culturas, e modos de ver o mundo, tão próprios, o que dizemos ressoa diferente em cada país. Além de contextualizar, falar de maneira clara e neutra sobre um assunto é o que mais atento ao momento de me comunicar, para evitar que haja ruído de interpretação nas pessoas que estarão nos assistindo”, explica Lauriane ressaltando também o que mais lhe entusiasma nessa experiência inédita. “A possibilidade de me desafiar como profissional e abraçar a Lau pequena que, aos 12 anos, disse que queria ser jornalista para cobrir futebol. São tantos sentimentos que nenhuma palavra seria capaz de fazer justiça neste momento”, completa.
Maratona de conteúdos
Ao contrário de Lauriane, Luigi já é um veterano de Copa do Mundo. Está em sua sexta participação em mundiais, dessa vez, produzindo conteúdo para a Rádio Vang, de Marau, e também para o grupo Box de televisão. Para ele, além da realização profissional, participar da cobertura é a realização de um sonho. “Eu comecei com 23 anos e hoje estou na minha sexta Copa do Mundo. Poucos têm esse privilégio de estar aqui e poder desempenhar o trabalho em todas as plataformas. É algo bem complexo”, destaca.
Ao contrário de Lauriane, Luigi já é um veterano de Copa do Mundo. Está em sua sexta participação em mundiais, dessa vez, produzindo conteúdo para a Rádio Vang, de Marau, e também para o grupo Box de televisão. Para ele, além da realização profissional, participar da cobertura é a realização de um sonho. “Eu comecei com 23 anos e hoje estou na minha sexta Copa do Mundo. Poucos têm esse privilégio de estar aqui e poder desempenhar o trabalho em todas as plataformas. É algo bem complexo”, destaca.
Ao todo, se o Brasil chegar à final, serão 48 dias fora de casa produzindo de forma intensa, todos os dias. O que, obviamente, exige preparação e planejamento. “É uma preparação insana, que vai desde o planejamento até a questão financeira, passando pela organização da logística e de como atender todas as demandas de conteúdo”, conta. Ao lado do pai, o jornalista irá produzir conteúdo para rádio, televisão aberta, pay TV e também para as redes sociais. “Eu tenho cinco conteúdos diários, aleatórios, para fazer, que duram de três a cinco minutos. Estou fazendo dois ao vivo por dia, entrando na programação de dois canais, no Travel Box e no Travel Food & Drink. São participações ao vivo, diárias, que eu tenho feito também, além desses conteúdos. Então exige, logicamente, uma preparação muito complexa. Porque, além de tudo isso, nós temos a cobertura do rádio”, frisa.
Na opinião do jornalista, a experiência de Copas anteriores ajuda a lidar com imprevistos. “Acontecem coisas no decorrer do dia que a gente vai tirando meio de letra, porque já passamos por isso em outras coberturas. Problemas de conexão na transmissão ao vivo, por exemplo, ocorrem e já sabemos o que fazer. A cada cobertura vamos nos aperfeiçoando e estamos sempre prontos para saber como agir conforme as situações vão acontecendo”, diz.
O tamanho de uma cobertura de Copa do Mundo também é algo que Luigi destaca, principalmente pelo tempo de duração. “É uma cobertura massiva e eu poderia dizer até mais maçante, porque é longa. A gente tem que pensar nela durante todo o período. Mas nesse processo, vamos colecionando histórias. São histórias diárias que acabam se tornando até meio que um folclore no meio do processo. Elas vão ilustrando nosso processo de cobertura jornalística. Nossa ideia é justamente fazer essa transmissão mais leve. É o entorno que mais nos interessa e não propriamente o futebol”, comenta.
Formação que ganha o mundo
Entre protocolos rígidos de cobertura e uma maratona de jogos, tanto Lauriane quanto Luigi garantem que esse trabalho é resultado de uma formação de excelência proporcionada pela Universidade. “Eu sinto muita gratidão porque são nestes momentos que uma formação de excelência faz toda a diferença. Me sinto segura porque adquiri o conhecimento para executar o que tenha que ser feito, enquanto vejo que muitos colegas estrangeiros buscam aprimorar-se em coisas que para nós fizeram parte da formação básica”, conta Lauriane.
Entre protocolos rígidos de cobertura e uma maratona de jogos, tanto Lauriane quanto Luigi garantem que esse trabalho é resultado de uma formação de excelência proporcionada pela Universidade. “Eu sinto muita gratidão porque são nestes momentos que uma formação de excelência faz toda a diferença. Me sinto segura porque adquiri o conhecimento para executar o que tenha que ser feito, enquanto vejo que muitos colegas estrangeiros buscam aprimorar-se em coisas que para nós fizeram parte da formação básica”, conta Lauriane.
Da mesma forma, para Luigi, a graduação foi indispensável: “Primeiro para você se organizar profissionalmente, para você ter uma ideia do que tu estás fazendo. São conteúdos para muitos canais, então é algo bastante complexo e que exige organização. E a graduação nos ensina isso, a ter técnica, a ter disciplina. A graduação da UPF certamente anda comigo todos os dias da minha cobertura aqui”, finaliza o jornalista.











