Na madrugada deste sábado (20), a Justiça determinou a soltura dos investigados no âmbito da Operação Consortium, em Passo Fundo. A decisão revoga as prisões preventivas e garante liberdade provisória aos réus, que passam a responder ao processo em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Os investigados haviam sido presos ao longo das fases da operação, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de fraudes envolvendo falsos consórcios, apontado como um dos maiores casos do tipo no Rio Grande do Sul. A investigação teve início após denúncias de vítimas e resultou em uma série de ações que atingiram empresas e suspeitos ligados ao grupo criminoso.
A operação teve uma primeira fase deflagrada em outubro de 2025, quando foram realizadas as primeiras prisões e apreensões de bens ligados ao esquema. Já a segunda fase ocorreu em dezembro de 2025, com foco em Passo Fundo, considerada o centro operacional da organização, ocasião em que novas prisões foram efetuadas e um grande volume de patrimônio foi bloqueado e apreendido.
Entre as restrições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, com limitação de circulação ao município de Passo Fundo, além da proibição de exercer qualquer atividade relacionada a consórcios, seja em empresas próprias ou de terceiros, com o objetivo de evitar a reiteração de condutas investigadas.
A Justiça também determinou a entrega de passaportes nacionais e estrangeiros no prazo de 72 horas, a suspensão da posse e do porte de arma de fogo, incluindo CACs, e a obrigação de informar qualquer mudança de endereço ou telefone no mesmo prazo.
Os réus ainda estão proibidos de manter contato ou aproximação com as vítimas do processo, por qualquer meio, além da vedação de comunicação com policiais investigados em processo relacionado, medida adotada para evitar interferências nas investigações.
A Operação Consortium apura um esquema que teria movimentado cerca de R$ 3 bilhões em contratos fraudulentos somente em 2025, com prejuízo direto estimado em mais de R$ 30 milhões às vítimas. O grupo também teria explorado produtores rurais e pequenos empresários, especialmente pessoas atingidas por dificuldades financeiras e eventos climáticos recentes no Rio Grande do Sul.
Novos desdobramentos podem ocorrer ao longo do tempo, conforme o avanço das diligências e a análise do material apreendido, com possibilidade de surgimento de novas informações e identificação de outros envolvidos no decorrer do processo.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação













