A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou rés nove pessoas investigadas por supostas eutanásias ilegais de cães e gatos e outros crimes relacionados a maus-tratos a animais domésticos.
Entre os réus está a ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, apontada pelo Ministério Público como a principal investigada. Segundo a acusação, ela teria determinado a realização de eutanásias sem exames que comprovassem doenças ou condições que justificassem os procedimentos.
A juíza Patrícia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente, também manteve a prisão preventiva de Paula Lopes e negou o pedido de liberdade da ex-secretária.
Além dela, foram denunciados o marido, Marcelo Vieira, por associação criminosa; a veterinária Tainara Harth, por maus-tratos e associação criminosa; e a policial civil Mari da Cunha Menezes, investigada por suposta violação de sigilo funcional. Outras cinco pessoas também respondem ao processo.
O Ministério Público ainda acusa uma associação ligada à ex-secretária de participar de episódios de maus-tratos e de arrecadar recursos para supostos tratamentos de animais. Conforme a denúncia, os valores teriam sido revertidos em benefício de Paula Lopes e de seu marido.
As defesas dos investigados afirmam que irão se manifestar nos autos e destacam a presunção de inocência durante o andamento do processo.











