Matheus Cunha destacou a importância da sua versatilidade em campo sob o comando de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, em entrevista coletiva no hotel The Ridge, em Basking Ridge, nos Estados Unidos. O atacante se mostrou satisfeito com as atuações recentes, não só balançando as redes, mas potencializando seus companheiros.
“Tenho funções importantes até para potencializar os companheiros. Se todo mundo for protagonista o tempo todo, como nos clubes, vai faltar o principal. Feliz de demonstrar com os gols, mas também com outras funções importantes na equipe”, pontuou.
Vice-artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com três gols, Cunha continuou comentando sobre suas variações táticas dentro de campo. O camisa 9 afirmou que suas funções vão de acordo com as necessidades de cada jogo.
“Em muitos momentos eu estou de 9 e tenho que estar flutuando como o ponta do losango ou como um meia de criação, e finalizando como 9. De acordo com os jogos, a comissão dar funções diferentes aos atletas é muito comum. Nesse jogo (contra o Japão), o plano principal para mim era flutuar mais, tentar criar mais jogadas, encontramos dois planos muito compactos”, acrescentou.
O jogador de 27 anos, que balançou as redes contra o Haiti (2) e contra a Escócia (1), destacou a força da seleção da Noruega, próximo adversário do Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no domingo (5).
Para Matheus Cunha, a Seleção Brasileira deve se atentar à força do setor ofensivo do time europeu, que tem destaques individuais como o meio-campista Martin Odegaard, do Arsenal, e Erling Haaland, do Manchester City, adversários de Matheus Cunha pelo Manchester United na Premier League.
“O ataque é muito, muito forte. Tem tantos jogadores que a gente conhece, e joguei contra eles pelo Manchester. Mas temos que estar muito focados não só neles, mas em vários jogadores muito fortes da seleção norueguesa”, alertou.
“Já enfrentei o Haaland algumas vezes (…), temos uma relação bacana, mas estamos acostumados a enfrentar muitos jogadores desse nível ao longo da temporada. Também enfrentei o Haaland quando joguei na Alemanha”, destacou.
O atacante também comentou sobre a preparação e a confiança da equipe para o duelo contra a Noruega. Para ele, não existe favorito no confronto, apesar de a Amarelinha estar evoluindo à medida que o Mundial avança.
“Vejo que, com todo respeito, favoritismo não entra em campo. Por mais que alguns tenham seus pensamentos e confiança nos companheiros, isso não ajuda durante os 90 minutos. Tudo pode acontecer. O que nos ajuda é a confiança em nós mesmos, a confiança que cresce depois dos gols e também a confiança transmitida pelos companheiros. Isso acaba virando uma bola de neve, e esperamos evoluir cada vez mais”, explicou.
Por fim, Cunha não hesitou ao falar sobre a responsabilidade de defender a camisa da Seleção Brasileira. Afirmou que o objetivo do grupo é buscar o título mundial e “marcar o coração dos brasileiros”.
“(…) Queremos construir a nossa própria história e marcar o coração dos brasileiros da mesma forma que as gerações anteriores marcaram o nosso. Temos vontade de alcançar grandes objetivos, mas, acima de tudo, queremos dar orgulho ao povo brasileiro. Se for para marcar essa geração, que seja conquistando mais uma estrela. Foi assim que eles ficaram eternizados”, concluiu.
FONTE: CBF











