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Programa do UPF Parque conecta empresas e estudantes por meio de desafios de inovação

Foto: arquivo UPF
Transformar demandas do mercado em oportunidades de aplicação do conhecimento na prática é uma das principais finalidades do Conexão Atlas, iniciativa que integra o programa Atlas, desenvolvido pelo UPF Parque Científico e Tecnológico. No primeiro semestre de 2026, a ação conectou cerca de 120 acadêmicos de graduação da Universidade de Passo Fundo (UPF), além de professores e empresas, promovendo desafios acadêmicos que aproximam a formação universitária das necessidades do setor produtivo.

De acordo com a head de Projetos e Propriedade Intelectual do UPF Parque, Mariana Guisso, ao longo dos primeiros seis meses do ano foram pactuados dez desafios propostos por empresas parceiras para serem desenvolvidos em disciplinas de graduação. Desses, quatro já foram concluídos e tiveram seus resultados apresentados às organizações participantes. “O Programa Atlas demonstra, na prática, como a Universidade e o UPF Parque podem contribuir para o desenvolvimento das empresas ao mesmo tempo em que proporciona aos estudantes experiências reais de aprendizagem. São desafios que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de propor soluções para problemas concretos”, destaca, ao pontuar que, como reconhecimento pela participação, todos os acadêmicos recebem certificados emitidos pelo Programa Atlas.

Conhecimento que vai além da sala de aula


Entre os projetos concluídos no semestre está o desafio desenvolvido na disciplina de Gestão Estratégica de Pessoas, do curso de Administração, ministrada pela professora Dra. Anelise Rebelato Mozzato, em parceria com a empresa Indutar. Segundo ela, a proposta surgiu da necessidade de oferecer vivências práticas que complementassem os conteúdos trabalhados em sala de aula. “A gestão de pessoas exige a compreensão de desafios reais enfrentados pelas organizações. Buscamos criar uma oportunidade para que os estudantes aplicassem conceitos teóricos em uma situação prática, desenvolvendo uma visão mais crítica e estratégica sobre a área”, afirma.

Durante o desafio, os acadêmicos conheceram o contexto da empresa e analisaram um problema concreto relacionado ao programa de estágio da Indutar. A partir desse diagnóstico, elaboraram propostas voltadas ao fortalecimento dos processos de atração, integração, desenvolvimento e acompanhamento dos estagiários. Para a professora, a atividade contribui para o fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem. “Para os estudantes, representa a oportunidade de desenvolver competências profissionais e perceber o impacto que o conhecimento acadêmico pode gerar nas empresas. Já para a organização, é uma forma de receber novas perspectivas e soluções construídas com base em evidências científicas e referenciais atualizados”, ressalta.

A gerente de Recursos Humanos da Indutar, Caroline Silva de Almeida, ressalta que a participação no Conexão Atlas beneficia todos os envolvidos. “A empresa se mantém conectada às atualizações do mercado e tem contato com novos talentos, enquanto os estudantes conseguem compreender, na prática, a realidade das organizações. Ficamos muito felizes em perceber o esforço da UPF em fortalecer seus cursos e aproximá-los das demandas do mercado. Para nós, foi uma experiência muito positiva e estamos de portas abertas para novas parcerias”, afirma.

Outro projeto concluído foi desenvolvido na disciplina de Engenharia Bioquímica, do curso de Engenharia Química, conduzido pela professora Dra. Luciane Maria Colla, em parceria com a empresa Biofertal. Também foram concluídos os desafios desenvolvidos na disciplina de Projeto de Interface, do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), com a professora Dra. Ana Carolina Bertoletti de Marchi e a empresa Stara, além da disciplina de Assessoria de Imprensa, do curso de Jornalismo, ministrada pela professora Dra. Maria Joana Chiodelli Chaise. A atividade reuniu as empresas Envolp, Robustec e Sigma M3, que apresentaram demandas relacionadas à comunicação institucional para serem trabalhadas pelos acadêmicos.

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