O cultivo da canola segue em expansão no Rio Grande do Sul. De acordo com dados do setor, a área plantada passou de 147 mil hectares em 2025 para 203 mil hectares em 2026, um crescimento de cerca de 38%.
Entre os fatores que impulsionaram o aumento da cultura está o menor custo de produção em comparação com o trigo, tornando a canola uma alternativa atrativa para muitos produtores rurais.
No entanto, o avanço da área cultivada também evidencia diferenças no desempenho das lavouras. Enquanto algumas apresentam excelente desenvolvimento, outras registram baixo potencial produtivo.
Em entrevista à Rádio Planalto News, o engenheiro agrônomo Ricardo de Quadros, da Cotrijal, destacou que o sucesso da cultura depende de uma série de cuidados técnicos desde o início do plantio.
Segundo ele, a escolha do solo é um dos fatores mais importantes, sendo os solos argilosos os mais indicados para o cultivo da canola. Além disso, é fundamental manter a fertilidade da área, realizar o monitoramento constante de doenças fúngicas e fazer a aplicação correta dos insumos ao longo do ciclo da cultura.
Ricardo de Quadros ressalta que a canola pode ser uma cultura rentável, desde que receba acompanhamento técnico adequado. Ele alerta que os produtores não devem buscar soluções apenas por meio de informações encontradas na internet.
“A canola não é uma cultura de WhatsApp. Muitas vezes é preciso passar o dia inteiro na lavoura, observando as plantas e tomando decisões com base na realidade do campo”, afirmou o agrônomo.
A recomendação é que os produtores invistam em planejamento, manejo adequado e assistência técnica para aproveitar o potencial da cultura e reduzir os riscos durante a safra.











