Grupo Planalto de comunicação

Tutora reconhece cadelinha Aira como vítima de extrema crueldade em Passo Fundo

Um caso de extrema crueldade contra uma cadelinha, que teve grande repercussão em toda a região Norte do Estado, teve novos desdobramentos neste domingo (6).

A tutora da cadelinha Aira reconheceu o animal após acompanhar a reportagem do Grupo Planalto de Comunicação. Na noite deste domingo, Gisela Nascimento, moradora da Rua Miguel Vargas, no bairro Boqueirão, entrou em contato com o repórter Jeferson Vargas e relatou a dor da perda do seu animal de estimação.

Segundo Gisela, Aira estava com a família desde que nasceu e costumava sair de casa e retornar normalmente.

“A Aira estava com nós desde que nasceu. Às vezes, ela saía atrás da gente para a rua, mas ela sempre voltava para casa. Ela sempre voltou. Dessa vez, ela se perdeu e não voltou mais”, relatou a tutora.

A última vez que a cadelinha havia sido vista foi no bairro Entre Rios. Aira teria acompanhado a filha de Gisela até a casa de um amigo. Quando a filha deixou o local para retornar para casa, percebeu que a cadelinha não estava mais com ela. Gisela contou que Aira estava desaparecida havia cerca de uma semana.

Ao ver as imagens da cadelinha na reportagem, a tutora entrou em contato com a Coordenadoria do Bem-Estar Animal e foi até o Ambulatório Veterinário Adão das Chagas para verificar se realmente se tratava de Aira.

Aira foi encontrada por um vigilante no pórtico de entrada de um condomínio na Estrada do Trigo, nas proximidades da Universidade de Passo Fundo (UPF). Ela apresentava diversos ferimentos provocados por golpes de faca, perfurações pelo corpo, uma grave lesão no pulmão e sinais de escalpelamento. A pele da cadelinha havia sido retirada da região das patas até as proximidades das orelhas.

Gisela também esclareceu que Aira já não tinha um dos olhos. Segundo a tutora, o animal perdeu o olho ainda filhote, com aproximadamente quatro meses, após ser mordido por uma cadela que havia sido resgatada da rua. Na ocasião, Aira recebeu atendimento veterinário, mas não foi possível preservar o olho.

Apesar dos esforços das equipes de atendimento veterinário, Aira não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu ainda na tarde deste domingo.

Muito abalada, Gisela afirmou que espera que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

“Eu tô orando a Deus que, de alguma forma, seja encontrada essa pessoa ou essas pessoas que fizeram isso com ela, porque isso daí não é a primeira vez que foi feito com o bichinho. Infelizmente, a minha não foi a primeira”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com o Ministério Público, por meio do promotor Paulo Cirne. Segundo ele, o Ministério Público deverá solicitar à Polícia Civil a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis pela morte da cadelinha.

Agora, as autoridades buscam esclarecer o que aconteceu com Aira e, principalmente, identificar quem praticou esses atos de extrema violência.

Reportagem: Jeferson Vargas

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