O Brasil vai às urnas a cada dois anos para decidir sobre o futuro dos municípios, estados e da nação. Afirma-se como uma necessidade básica a participação de todos para bem decidir sobre o presente e o futuro.
Da mesma forma é básico para a democracia a alternância no poder, seja de pessoas ou de partidos. Existem inúmeros exemplos de perpetuação no poder que ‘somam’ negativamente para o desenvolvimento de país ou mesmo para a sua integração no plano global como se espera atualmente de uma nação madura.
Outro aspecto fundamental é perceber que o Brasil vive o maior período de democracia da sua história. Isso não é pouca coisa.
Um país de dimensões continentais e com reconhecida influência na região precisa ser estável e seguro para liderar, renovar-se e empreender inciativas com reconhecimento político e viabilidade nos diferentes setores.
Sendo as eleições periódicas uma ‘arma’ construtiva, não se pode dizer o mesmo quando elas se tornam rotineiras e não impactam sobre o cotidiano da vida das pessoas. Especialmente no Brasil onde o seu exercício é complexo e não entusiasma a população.
Somos fruto de muitos governos que não conseguiram concluir os seus mandatos, especialmente quando eleitos, e de longos períodos de ditaduras.
A reforma política precisa dar fim às eleições rotineiras e fazer desse momento uma demonstração de paixão e amadurecimento político e democrático.
Para isso as oposições precisam exercer a sua missão.
O que temos visto, nos níveis municipal, estadual e federal, é uma atuação tímida e complacente das oposições. Um certo ensaio um ano antes das eleições e depois uma acomodação à cedência de cargos e pequenos favores que deveriam envergonhar os seus atores.
Fortalecer bancadas atuantes para a sustentação dos governos e dos seus projetos é legitimo e necessário.
Não é o mais indicado ver as oposições esperando a próxima eleição usufruindo do tempo e da projeção do poder.
Esta é uma das principais causas da não renovação de pessoas, líderes, instituições e partidos. Elegem-se ‘postes’ porque o terreno é mal cuidado e os seus cuidadores o abandonaram.
A democracia não é rotina.
Quem tem medo do debate público e do enfrentamento da dinâmica da sociedade esquece aqueles que tombaram na história lutando pela liberdade.
Participar é, também, saber, mesmo perdendo, exercer a sua missão.










