Grupo Planalto de comunicação

Ato de vandalismo em unidade da Corsan em Passo Fundo reacende debate sobre cobranças e insatisfação da população

Um caso registrado na tarde da quarta-feira (17), na sede da Corsan localizada na Travessa Men de Sá, em Passo Fundo, voltou a acender o debate sobre a relação entre a concessionária e os consumidores do município. Segundo informações obtidas pelo repórter Jeferson Vargas, uma mulher acabou quebrando uma porta de vidro da unidade de atendimento. O episódio repercutiu nas redes sociais e gerou manifestações de moradores que aproveitaram a situação para relatar experiências e reclamações envolvendo contas de água e serviços prestados pela companhia.

O episódio ocorre em meio a um cenário de reclamações que vêm sendo registradas por consumidores da cidade. Um dos relatos recebidos pela reportagem é de um morador que afirma ter sido surpreendido por uma cobrança superior a R$ 9 mil após solicitar uma vistoria em um imóvel herdado dos pais. Segundo ele, a inspeção apontou uma suposta intervenção irregular em um medidor, situação que contesta por alegar que assumiu a residência há poucos meses e que foi justamente a solicitação de vistoria que permitiu a identificação do problema.

De acordo com o morador, após negociações com a concessionária, o débito foi reduzido mediante pagamento de entrada e parcelamento do valor restante. Mesmo assim, ele afirma sentir-se prejudicado por estar sendo responsabilizado por uma irregularidade que, segundo sua versão, teria ocorrido antes de assumir o imóvel.

As situações relatadas refletem uma insatisfação observada em diferentes regiões da cidade. Entre as principais reclamações estão contas consideradas elevadas, cobranças contestadas, dificuldades para negociação de débitos, dúvidas sobre tarifas e questionamentos relacionados a procedimentos técnicos realizados pela concessionária.

O tema também tem sido acompanhado por órgãos de defesa do consumidor. Em Passo Fundo, atendimentos relacionados à Corsan envolvem principalmente questionamentos sobre cobranças e prestação de serviços.

Em nota encaminhada à reportagem, a Corsan informou que está apurando as circunstâncias do episódio ocorrido na loja de atendimento e classificou a situação como um ato de vandalismo. Segundo a companhia, a autora teria destruído os vidros da unidade com o uso de um martelo, colocando em risco colaboradores e clientes que estavam no local. A empresa informou ainda que a Brigada Militar foi acionada e que adotará as medidas cabíveis para apurar responsabilidades.

A concessionária também afirmou que a mulher não era cliente da Corsan, não aguardava atendimento e não chegou a ingressar nas dependências da loja. Conforme a nota, a empresa identificou que ela é moradora de uma área de ocupação onde estão sendo realizadas ações de implantação de rede e regularização do sistema de abastecimento, atualmente atendido por uma bica pública.

A Corsan sustenta que seus procedimentos seguem as normas regulatórias vigentes e orienta consumidores que discordem de cobranças ou serviços a procurarem os canais oficiais de atendimento para solicitar revisões, esclarecimentos e análises técnicas.

Enquanto isso, a discussão continua mobilizando moradores de Passo Fundo. Para parte da população, a principal reivindicação é por mais transparência nos critérios de cobrança e maior facilidade na resolução de demandas. Já a concessionária afirma que os procedimentos adotados fazem parte da gestão dos serviços de abastecimento e saneamento e seguem a regulamentação do setor.

O episódio ocorrido na Travessa Men de Sá acabou ampliando um debate que já vinha sendo travado por consumidores e pela empresa, evidenciando a necessidade de diálogo e esclarecimentos para reduzir os conflitos e aumentar a confiança entre usuários e concessionária.

Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação

Facebook
Twitter
WhatsApp