Enviado pela presidente Dilma Roussef à Câmara Federal para se desculpar do que havia dito dias atrás no nordeste com relação ao Parlamento, o ministro da educação Cid Gomes, obedeceu a chefe, em partes. Ele foi até à Câmara, mas confirmou o que havia dito que lá tem, segundo ele, 300 ou 400 achacadores. A declaração gerou bate-boca com o presidente da Casa, Eduardo Cunha, que se sentiu ofendido. Depois de muita gritaria de parlamentares e de alguns assessores, o ministro saiu caminhando, foi até o Palácio do Planalto e entregou o cargo.
“Eu não quero aqui me referir ao nobre deputado Mendonça Filho [líder do DEM], partidos de oposição, que têm o dever de fazer oposição. Partidos de situação têm o dever de ser situação ou então larguem o osso, saiam do governo, vão pra oposição. Isso será mais claro para o povo brasileiro”, disse.
Diante das manifestações em plenário, Cid Gomes subiu o tom e chegou a apontar o dedo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que prefere ser acusado pelo peemedebista de ser “mal educado”, a ser acusado de “achacar” empresas, no esquema de corrupção da Petrobras.
“Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque”, afirmou Cid Gomes.
Os irmãos Gomes, Cid e Ciro são conhecidos pelas atitudes temperamentais. São excelentes no discurso mas não medem palavras e têm pago preço alto na política brasileira pelo que falam.
Gomes, fez lembrar uma máxima de Lula, quando foi deputado federal, ao afirmar que lá na Câmara havia 400 picaretas. Para Cid Gomes são 400 achacadores. Ele não deixa de ter razão quando os deputados de situação vão ao governo fazer lobbi pedindo emprego, recursos, para votar com o governo.











