A confiança dos empresários industriais do Rio Grande do Sul voltou a recuar em junho e permanece em nível considerado pessimista. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS), divulgado pelo Sistema FIERGS nesta quinta-feira (18).
O indicador caiu de 45,9 pontos em maio para 45,2 pontos em junho. Como o índice permanece abaixo da linha dos 50 pontos, o resultado demonstra que a falta de confiança segue predominando entre os industriais gaúchos.
Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, fatores internos e externos continuam dificultando uma recuperação mais consistente da confiança empresarial.
“A inflação e a manutenção de juros em patamares elevados limitam os investimentos. Além disso, o conflito no Oriente Médio e as taxações americanas continuam afetando os negócios e, consequentemente, a confiança dos industriais”, afirmou.
Apesar da queda geral da confiança, houve uma leve melhora na avaliação das condições atuais. O índice que mede a percepção sobre o momento presente avançou de 40,6 para 41,9 pontos, registrando o segundo aumento consecutivo. Ainda assim, a maioria dos empresários segue avaliando negativamente o cenário econômico nacional. Conforme a pesquisa, 56,1% dos entrevistados afirmaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito nos últimos meses.
A avaliação das próprias empresas também apresentou melhora. O Índice de Condições da Empresa atingiu 45,4 pontos, o maior nível dos últimos 12 meses. O percentual de industriais que relataram piora nas condições dos negócios caiu de 32,6% para 27,3%, enquanto aqueles que apontaram estabilidade aumentaram de 55,8% para 59,7%.
Expectativas voltam a cair
Após apresentar recuperação em maio, o indicador de expectativas para os próximos seis meses voltou a registrar queda em junho. O índice passou de 48,5 para 46,8 pontos, sinalizando aumento do pessimismo entre os empresários.
As expectativas para as próprias empresas permaneceram em campo positivo, com 51,3 pontos, embora em nível inferior ao registrado no mês anterior. Entre os entrevistados, 60,4% acreditam que suas empresas permanecerão estáveis nos próximos seis meses e 23% esperam melhora nos negócios.
Já as perspectivas para a economia brasileira continuam sendo o principal fator de preocupação. O Índice de Expectativas da Economia Brasileira caiu para 37,9 pontos, reforçando o cenário pessimista. De acordo com a pesquisa, 45,3% dos industriais acreditam que a economia nacional deverá piorar nos próximos seis meses.
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 12 de junho com 139 empresas industriais do Estado, sendo 29 de pequeno porte, 45 de médio porte e 65 de grande porte.










