Pois é!
E estamos aqui, com o coração quase na goela. Afinal, faltam pouco mais que 20 dias para que nosso grupo largue, mais uma vez, pelass estradas da América do Sul, com o intuito de levar a nossa cultura adiante.
Não se trata somente de difundir a cultura e a tradição gaúcha. É o legado dos homens de pala que campereavam nos campos cobertos de geada, são os rebanhos e as tropas de gado que forjavam caminho entre os pastos da campanha até São Paulo, ou os jesuítas que colonizavam, ensinavam o trabalho aos indígenas das nossas tantas aldeias que habitavam o Rio Grande do Sul, fossem Guaranis, Charruas, Tapes, Kaingangs ou de qualquer outra tribo.
Eram homens de fibra. Não se dobravam diante do perigo, fosse ele provocado pela natureza, como enfrentar touro bravo no campo, ou uma onça perdida, como desafiar para uma peleia, mostrando a força na ponta da adaga.
E esses homens, depois de tanto sofrimento provocado pelos próprios pares ou pelos governos imperiais ou federalistas, também não se dobravam ante os desmandos. Enfrentavam as forças militares de peito aberto, lenço na cabeça tipo bandana ou no pescoço, como se criou a tradição, lança ou adaga na mão, faziam o rosto se enrugar quando recebiam uma arma de fogo, um saco de pólvora e ou um pouco de chumbo grosso.
Eram os gaúchos de ontem, venerados pelos gaúchos de hoje, com a pilcha mais incrementada mas, herdando de seus antepassados, a coragem de não se curvar diante dos desmandos em uma época em que a política se inspira para poucos que se emergem pelas patacas.
Esses são os GAÚCHOS que o Projeto DO RIO GRANDE AO PANTANAL destaca. Seja através da história, nesse ano acrescida pela histórica data dos 400 anos de fundação das primeirareduções jesuíticas, formadas principalmente na região Oeste do Rio Grande do Sul, espalhando-se pelo Uruguai, Argentina e Paraguai.
Nessas comunidades, organizadas pelos padres jesuítas vindos da Europa, os índios eram participativos. Aprenderam a viver em comunidades, a utilizar ferramentas para o plantio, para a construção e passaram a acreditar que a vida poderia ser melhor. Para muitos, porém, não foi.
E com as missões jesuíticas, vieram os Bandeirantes, buscando escravos e riquiezas. Contam os antigos, que os missionários, nas caravanas pelos campos da fronteira, chegavam a jogar as carretas com animais e tudo, nos buracos de pedra e água, verdadeiros poços, com profundidades superiores a 20 metros. E ainda faziam alavancas de madeira para largarem pedras soltas por cima, para proteger. As lendas são de que temos muitos tesouros afundados nesses campos.
Isso é uma página do que é a tradição, a cultura e a história da formação desse nosso Rio Grande amado. Tem muitas que estaremos levando aos povos da América, nessa quarta edição do Projeto.
Semana que vem tem mais. Até!











