Enquanto o Brasil acompanha com indignação o caso do cão Orelha, agredido em Florianópolis, uma família da Linha XV de Novembro, no interior de Casca (região noroeste de Passo Fundo), luta contra o silêncio e o medo. Há cinco meses, eles aguardam o desenrolar de um crime de crueldade extrema que vitimou o galgo Drako, e agora enfrentam uma rotina de ameaças por parte do agressor.
Contexto:
Em julho de 2025, Drako foi encontrado com ferimentos gravíssimos: uma estaca de madeira havia sido introduzida em seu reto. O animal chegou a passar por duas cirurgias de emergência no Hospital Veterinário da UPF, em Passo Fundo, mas não resistiu.
De acordo com o jornalismo da Rádio Vang, quem recebeu a denúncia, o inquérito policial, conduzido pelo Delegado Tiago Lopes de Albuquerque, foi rápido. O suspeito confessou o ato e foi indiciado em agosto de 2025 por maus-tratos qualificados pela morte do animal. No entanto, desde que o caso chegou ao Judiciário em setembro, a família relata uma estagnação processual que alimenta o sentimento de injustiça.
A dor da perda de Drako deu lugar ao pânico. Segundo os tutores, após a confissão, o agressor e seus familiares iniciaram uma série de coações e importunações para tentar interromper o processo. A gravidade das ameaças exigiu até o apoio da Brigada Militar para garantir a segurança da propriedade.
Nesta semana, o conflito escalou e novos ataques foram registrados. Câmeras de segurança flagraram o suspeito arremessando ratos mortos no pátio da família. A suspeita é de que os roedores estivessem contaminados com veneno para atingir os outros cães da casa. O material foi enviado para perícia na UPF.
O Delegado Albuquerque confirmou que novos procedimentos serão abertos para investigar os fatos recentes de ameaça e tentativa de envenenamento.











