Mais cinco mandados de prisão cumpridos pelo Ministério Público do Estado (MPE) e pelo Ministério da Agricultura não significam o fim da busca por fraudadores do leite. As informações que serão obtidas no material apreendido e nos interrogatórios dos supostos envolvidos estão ajudando a montar o esqueleto das próximas operações, sempre com foco nos postos de resfriamento, que recebem o produto dos caminhoneiros e encaminham para as indústrias.
A segunda fase da operação Leite Compen$ado começou ainda na noite de terça-feira e se estendeu até a manhã de quarta-feira com três equipes formadas por 26 policiais, 10 servidores do MPE e seis promotores de Justiça em Rondinha, Boa Vista do Buricá e Horizontina. O esquema busca elevar os ganhos por meio de adição de água e ureia com formol no leite.
Dias antes, havia sido montada uma base de operações em Palmeira das Missões. Policiais tinham a missão de vigiar os passos dos suspeitos, enquanto eram feitos os últimos ajustes nos pedidos de prisões preventivas.
Quando a Justiça concedeu os mandados, a primeira prisão efetuada foi a do vereador Larri Lauri Jappe (PDT), de Horizontina, empresário transportador de leite cru. O MPE temia que Jappe estivesse preparando uma fuga. Na Câmara de Vereadores da cidade, foi aberta ontem comissão parlamentar de inquérito para apurar quebra de decoro de Jappe.
Em Rondinha, foram presos os irmãos Antenor Pedro Signor e Adelar Roque Signor, e o caminhoneiro Odirlei Focalli. O quinto pedido de prisão foi de Daniel Riet Villanova, recolhido no Presídio Estadual de Espumoso desde a primeira fase da operação.
Na casa do transportador Paulo Rogério Schultz, em Boa Vista do Buricá, foi encontrado um papel indicando variação da fórmula já conhecida pelo MPE para adulteração do leite: uso de açúcar e sal para disfarçar o acréscimo de ureia.
Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS











