O legado de Pedro Ortaça, considerado o último tronco missioneiro, continua atravessando fronteiras por meio da filha, Marianita Ortaça. Morto em maio deste ano, o artista deixou ensinamentos que seguem sendo levados por ela a diferentes lugares do mundo.
A mais recente parada foi Pequim, na China. A convite do governo do Estado, Marianita representou o Rio Grande do Sul no Festival Brasil, promovido pelo Ministério da Cultura e integrante da programação do Ano Cultural Brasil China.
Com a gaita em mãos e acompanhada pelo violonista Pablo Fernandes da Rosa, ela apresentou uma de suas palestras-show, formato que combina música e narrativa para apresentar e valorizar o legado da cultura missioneira.
A apresentação conquistou o público chinês, que chegou a pedir bis. Para Marianita, a recepção foi uma surpresa diante das diferenças culturais entre os dois países.
Foi lindo. Eles amaram. Eu me surpreendi, porque nossas culturas são muito diferentes, né? Fiz questão de pedir à tradutora para traduzir uma frase do meu pai, que carrego sempre comigo: “Queira Deus que eu cruze o mundo sem nunca negar meu chão” — relata.
Além da carreira artística, Marianita é psicóloga e empreendedora. Em 2026, ela também ocupa o posto de patrona dos Festejos Farroupilhas e é embaixadora dos 400 anos das Missões.
A atuação na preservação e divulgação da história missioneira também chegou à literatura. Em agosto, Marianita lançou, em coautoria com o professor e historiador Anderson Amaral, o livro infantil Sepé e Pedro contam: o segredo das Missões.
Com ilustrações de Luiza Battu e design de Belle Castro, a obra é destinada às escolas gaúchas e apresenta, de maneira lúdica, a trajetória das Reduções no Rio Grande do Sul.
Dessa forma, entre a música, a educação e a literatura, Marianita segue dando continuidade aos ensinamentos de Pedro Ortaça e mantendo viva a identidade missioneira dentro e fora do Rio Grande do Sul.











