A Arquidiocese de Passo Fundo, no dia 11 de outubro, celebra a 45ª Romaria em honra a Nossa Senhora Aparecida no Santuário Arquidiocesano, em Passo Fundo. Com o passar o tempo a Romaria foi crescendo, mudando a programação, mudaram as formas dos romeiros participarem. Atualmente, o dia de referência é o segundo do domingo de outubro. Porém, já são mais dias de celebrações e manifestações de fé dos romeiros, principalmente o dia 12, o sábado da véspera da romaria e o todo mês de outubro.
Em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2026 foi escolhido para a 45ª Romaria o lema: Deus fez sua morada entre nós, no sim de Maria! Os devotos são movidos pelas mais variadas motivações de fé e de situações existenciais, porém todos são convidados a rezar por três preces comuns: A primeira intenção que une os fiéis é o lema. Através do sim de Maria as multidões que seguiam Jesus, reconheceram que Deus visitou o seu povo. Cada fiel individualmente e o conjunto dos romeiros visibilizam a presença de Deus no mundo. A segunda intenção é pela Arquidiocese de Passo Fundo que completou, neste ano, 75 anos. O território da Arquidiocese abrange 47 municípios, com 53 paróquias e 820 comunidades presentes neste espaço geográfico. A terceira oração comum é pelas vocações, principalmente pedindo vocações sacerdotais. Jesus fez seus seguidores darem-se conta que há muitas pessoas abertas para Deus, mas faltam os mensageiros, por isso pediu para rezar nesta intenção.
Por que fazemos romarias? Nas romarias marianas os devotos têm diante dos olhos Maria a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja e nossa Mãe. Fazendo memória do itinerário de sua vida de fé começam a sair luzes clareando o caminho do romeiro. No universo da fé, a luz emitida por Maria equipara-se à luz refletida pela lua. Ela reflete Jesus Cristo, que se apresentou como luz. “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida” (João 8,12). Por Maria, o romeiro vai sendo conduzido ao encontro do Salvador.
Uma romaria não é feita por caminhantes solitários e egoístas. Nem é uma simples soma matemática dos indivíduos em movimento, mesmo que chegue a milhares. Nem é uma massa anônima de fiéis. A romaria torna visível que a vida do cristão é comunhão, participação e missão. É um convite a caminharmos juntos como Igreja e como humanidade.
A partir do Sínodo sobre a sinodalidade, convocado pelo Papa Francisco em 2021, a Igreja tem se dedicado a compreender melhor a sua missão neste momento da história. Como ser Igreja “sacramento de salvação” e luz diante das alegrias e esperanças, angústias e medos em tempos de redes sociais, inteligência artificial, violências de toda espécie, polarizações… Três atitudes despontaram como essenciais: comunhão, participação e missão.
Na Romaria podemos experimentar a comunhão. Romeiras e romeiros tão diferentes entre si, mas todos caminham rumo ao mesmo destino. Todos que caminham sentem-se parte da romaria. Todos participam ativamente, começando pela simples presença. E todos anunciam e testemunham Jesus Cristo, desejando que quem não está participando da Romaria também faça a mesma experiência.
Deus fez sua morada entre nós, no sim de Maria! Este lema ecoará muitas vezes durante a 45º Romaria. O ‘sim’ de Maria é o convite a cada romeiro e romeira individualmente e a toda multidão a dizer ‘sim’ a Deus e ao seu projeto de amor pelo mundo. Tornar sensível aos sentidos humanos que a presença de Deus faz bem a todos.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que romeiras e romeiros vivam dias muito abençoados, de fortalecimento da fé, da esperança e da caridade. Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo










