Na quinta-feira (21), a Polícia Civil passou a investigar uma ocorrência registrada em David Canabarro envolvendo um adolescente de 17 anos e uma professora da cidade. O caso começou a ser apurado após relatos e conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens entre moradores levantarem suspeitas sobre uma possível situação envolvendo o jovem.
Conforme informações obtidas pelo repórter Jeferson Vargas, a responsável legal pelo adolescente procurou as autoridades após tomar conhecimento de comentários sobre a existência de vídeos que mostrariam o jovem mantendo relações sexuais com uma professora. Ainda de acordo com as informações obtidas, a responsável legal pelo adolescente afirmou que tentou conversar com o jovem em um primeiro momento, mas ele preferiu não comentar sobre o assunto. Posteriormente, após novos relatos e o acesso da responsável ao conteúdo citado, a família decidiu procurar orientação e registrar a denúncia.
O adolescente também teria manifestado interesse em formalizar o caso às autoridades, relatando que estaria inconsciente no momento da relação sexual. A Polícia Civil agora analisa o material apresentado e busca ouvir os envolvidos para apurar as circunstâncias do caso.
A investigação segue em andamento. Por envolver um adolescente, os detalhes da investigação são preservados pelas autoridades.
As autoridades também alertam sobre a gravidade do compartilhamento de imagens íntimas, especialmente quando envolvem menores de idade, prática que pode configurar crime.
De acordo com o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Mario Pezzi, o caso está sendo investigado, assim como a possível divulgação e compartilhamento de conteúdo íntimo envolvendo adolescente, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com penas que podem chegar a 8 anos de prisão, conforme a conduta apurada.
O inquérito policial foi instaurado para colher depoimentos de testemunhas, e todo o material audiovisual passará por análise pericial para subsidiar as investigações, que correm sob sigilo legal para resguardar a identidade do menor de idade.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação










