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Polícia Civil realiza operação de combate aos crimes rurais Com o apoio da SEAPI e do MAPA, policiais cumpriram buscas no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás

Fotos: Polícia Civil/ Divulgação

A Polícia Civil, através da DECRAB/Bagé, está deflagrando na manhã desta quinta-feira (04), a Operação Saraquá que tem por objetivo o enfrentamento dos crimes de furto, receptação e falsificação de defensivos agrícolas, estelionato, além de fraudes de documentos públicos.

Ao todo, 34 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos municípios de Porto Alegre, Passo Fundo, São Borja, São Pedro do Sul, Taquari, Santo Ângelo, Palmeiras das Missões, Santa Bárbara do Sul, Salto do Jacuí, Boa Vista do Incra, Rio Pardo, Cruz Alta, Ibirubá, Boa Vista do Cadeado, Panambi, São Sepé, Agudo, Alegrete, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, além de Bandeirantes/MS e Jataí/GO.

Em Passo Fundo, a coordenação foi da DRACO com a participação da Delegacia de Homicídios e Delegacia Regional.

A Operação Saraquá visa desarticular uma organização criminosa que atua em várias regiões do RS. Mais de 30 pessoas são investigadas pelos crimes rurais. Duas empresas também estão sendo investigadas.

Início

As investigações tiveram início no mês de abril de 2023, após a DECRAB/Bagé identificar os autores de dois furtos de defensivos agrícolas no município de Dom Pedrito/RS.

A sequência das investigações resultou na elucidação de vários outros furtos de defensivos agrícolas ocorridos nos municípios de Santana do Livramento, Alegrete, Rosário do Sul, São Gabriel, entre outros.

Também foram identificadas duas empresas que atuam no ramo de venda de defensivos agrícolas e fertilizantes em Porto Alegre, Passo Fundo e Taquari.

Conforme as investigações as empresas são suspeitas de, além da receptação de produtos agrícolas furtados, atuarem na falsificação de insumos agrícolas.

As empresas, para justificar seus estoques de produtos falsos e/ou furtados, estariam fraudando compras de defensivos agrícolas de pessoas que integram o esquema e que possuem talão de produtor.  As notas eram tiradas como se fossem vendas de produtores rurais para empresa com CNPJ, o que é ilegal. As vendas fraudulentas de defensivos agrícolas superam um milhão e cem mil litros, o que leva a uma estimativa financeira superior a R$ 100 milhões de reais.

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) atuou junto com a Policia Civil durante as análises das transações comerciais ocorridas entre investigados e empresas, exercendo papel fundamental no fornecimento de informações  e rastreio das vendas ilegais e fraudulentas.

Agentes

Para a realização das diligências a DECRAB/Bagé contou com apoio de policiais das 3° DPRI, 4° DPRI, 5° DPRI, 6°DPRI, 9°DPRI, 13° DPRI, 14° DPRI, 16° DPRI, 19° DPRI, 21° DPRI, 26° DPRI, 28°DPRI, equipe Operação Protetores das Fronteiras e Divisas, base Pedras Altas, com também fiscais do Ministério da Agricultura – MAPA e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação  – SEAPI. Fora do Estado, as buscas foram cumpridas pela DELEAGRO/MS e as Delegacias Especializadas GEIC e DEAM, pertencentes à 14ª Delegacia regional de Polícia de Jataí/GO.

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