A Prefeitura de Muçum, no Vale do Taquari, proibiu a reconstrução de residências e outras edificações nas áreas mais atingidas pelas enchentes que devastaram o município entre setembro de 2023 e maio de 2024. A medida faz parte do plano de reordenamento urbano para reduzir os riscos de novas tragédias.
Durante a maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul, cerca de 80% da área urbana de Muçum ficou submersa. No auge da enchente de maio de 2024, o Rio Taquari atingiu aproximadamente 26 metros acima do nível normal, provocando a destruição de centenas de imóveis, danos à infraestrutura, ao cemitério municipal e o colapso de uma rodovia.
Informações dão conta que aproximadamente 350 construções foram condenadas e não poderão ser reconstruídas nos mesmos locais. A área mais afetada será transformada em um parque ecológico com cerca de 200 mil metros quadrados, enquanto as famílias serão reassentadas em regiões consideradas seguras e fora da zona de inundação. Empresas instaladas na área também receberam incentivos para mudar de endereço.
A iniciativa é considerada uma das primeiras do país a impedir definitivamente novas construções em áreas historicamente atingidas por enchentes e pode servir de referência para outros municípios do Vale do Taquari, que também estudam medidas semelhantes após os eventos climáticos extremos registrados no Rio Grande do Sul.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação











