O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu o então presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, após 11 meses no cargo. A decisão ocorre em meio a uma crise marcada pelo aumento das filas de requerimentos e investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Para o lugar, foi nomeada Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do INSS desde 2003, que terá como principal desafio reduzir o volume de pedidos em análise e melhorar a imagem do órgão. A troca no comando foi anunciada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que já vinha em conflito com o ex-presidente do instituto.
A fila de requerimentos é um dos principais pontos de pressão. Em março, o INSS registrava cerca de 2,7 milhões de pedidos aguardando análise, número que chegou a ultrapassar 3 milhões recentemente. Apesar de uma leve redução, o volume segue elevado, com cerca de 61 mil novos pedidos sendo protocolados diariamente.
Nos bastidores, a preocupação do governo é com o impacto da situação na percepção da população, especialmente diante do cenário político. Além disso, o instituto também enfrenta desgaste após investigações envolvendo descontos suspeitos aplicados a beneficiários.
Para tentar reverter o quadro, o governo tem adotado medidas como a ampliação do prazo do Atestmed e o uso maior da análise documental para concessão de benefícios. Ainda assim, a avaliação interna é de que os resultados não têm sido suficientes.
A expectativa agora é que a nova gestão consiga destravar processos e acelerar a redução da fila, trazendo mais agilidade ao sistema e recuperando a confiança dos segurados.










