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Procuradoria da Mulher e PROJUR Mulher e Diversidade promovem oficina sobre atendimento humanizado e inclusão no mercado de trabalho Atividade integra calendário de ações que tem o objetivo de preparar os setores empregatícios e a rede para ampliar o acesso das mulheres vítimas de violência a espaços e vagas de emprego

Profissionais que atuam na rede de proteção às mulheres, representantes de entidades empresariais e empregadores participaram de uma oficina online voltada à qualificação do atendimento humanizado e ao fortalecimento das estratégias de empregabilidade para mulheres em situação de violência doméstica. A iniciativa, ocorrida na manhã da última segunda-feira (29) e promovida pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo PROJUR Mulher e Diversidade, busca integrar diferentes setores da sociedade em torno de um objetivo comum: garantir acolhimento digno, ampliar o acesso aos direitos e criar oportunidades concretas para que mulheres possam reconstruir suas vidas com autonomia.

A formação, explicou a Procuradora da Mulher na Câmara Municipal, vereadora Marina Bernardes (PT), parte da compreensão de que o enfrentamento à violência contra a mulher depende de uma atuação articulada entre os serviços públicos, o sistema de justiça, as forças de segurança, a assistência social, as instituições parceiras e o setor produtivo. “Cada integrante dessa rede desempenha um papel essencial na proteção, no acolhimento e na construção de caminhos para romper ciclos de violência. E o trabalho é uma dessas ferramentas”, destacou Marina.

Durante a oficina, que foi ministrada pela coordenadora do PROJUR Mulher e Diversidade, professora doutora Josiane Petry Faria, e pelas professoras Rita de Cássia Silveira e Carina Ruas Balestreri, os participantes discutiram os princípios do atendimento humanizado sob a perspectiva dos direitos humanos, destacando a importância da escuta qualificada, da empatia, do respeito e do sigilo no atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. Também foram abordados os direitos trabalhistas garantidos pela legislação e os mecanismos existentes para ampliar o acesso ao mercado de trabalho.

Um dos destaques da formação foi a apresentação da Lei Municipal nº 5.672/2022, que instituiu o Banco de Emprego para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica em Passo Fundo. A legislação estabelece prioridade no encaminhamento de vagas e reforça a importância da participação das empresas na promoção da autonomia financeira das mulheres, reconhecendo o trabalho como um instrumento fundamental para romper situações de violência. “Há uma ferramenta importante desta lei que é uma carta que encaminha às mulheres para o mercado de trabalho como uma prioridade de contratação. Este documento é simples, mas indica que há uma rede disposta a inseri-la e a dar a esta mulher uma condição de emancipação que fará a diferença em sua vida”, argumentou Josiane.

Ao reunir profissionais da rede de proteção, empregadores e entidades representativas do setor empresarial, a oficina, defendeu a Procuradora da Mulher, objetivou fortalecer a articulação entre os diferentes atores envolvidos no atendimento às mulheres, sensibilizando todos sobre seu papel na construção de uma rede mais acolhedora, eficiente e comprometida com a garantia dos direitos humanos.

A delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Rafaela Bier, salientou que a soma de esforços da rede de atenção é essencial para construir alternativas que rompam os ciclos de violência. “Essa oficina de formação é um espaço que nos aproxima e potencializa a troca de informações que podem contribuir com o enfrentamento da violência”, resumiu ela.

Também participaram do encontro representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e da Coordenadoria Municipal da Mulher, dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher e outros órgãos e entidades públicas e privadas. “Nós estamos fazendo uma análise da rede de proteção e temos em Passo Fundo equipamentos potentes que constroem alternativas importantes para as mulheres. Mas, é fundamental qualificarmos os atendimentos e, por isso, a oficina de formação é uma iniciativa relevante”, argumentou a presidente do COMDIM, Marina Lazaretto.

As vereadores Eva Valéria Lorenzato (PT) e Regina Costa dos Santos (PDT) acompanharam a oficina.

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