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Santiago Peña renuncia à presidência do Paraguai

(Foto: EFE/Juan Pablo Pino)

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), após o avanço de pedidos de impeachment contra ele relacionados à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai, cujo grupo controlador teve Peña como sócio até março de 2025.

A carta de renúncia será submetida à análise do Congresso paraguaio, cuja aprovação é necessária para efetivar a saída do mandatário.

Segundo informações da agência EFE, Peña promulgou nesta quarta-feira (4) uma lei aprovada em tempo recorde pelo Congresso do país para agilizar a entrega, em um prazo mínimo de 24 horas, dos recursos retidos de milhares de clientes no Ueno Bank, que sofreu intervenção.

Depois de um trâmite com caráter de urgência, Peña assinou a lei que estabelece, entre outros, um adiantamento do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD).

A Câmara dos Deputados do Paraguai realizou nesta quinta-feira duas sessões extraordinárias para discutir a abertura de dois processos de impeachment contra Peña e o vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana.

Devido à renúncia de Peña, a casa decidiu suspender temporariamente a tramitação do processo de impeachment contra ele e passou a debater a solicitação contra o vice.

Minutos depois, a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de impeachment contra o vice, com 48 votos pela rejeição e 30 a favor da abertura do processo; desta forma, Alliana assumirá a presidência assim que o Congresso aceitar formalmente a renúncia de Peña.

As duas propostas, relacionadas à crise do Ueno Bank, haviam sido apresentadas por vários deputados e encaminhadas à Comissão de Assuntos Constitucionais.

Peña havia assumido a presidência paraguaia em 15 de agosto de 2023, após vencer as eleições de abril daquele ano; seu mandato iria até 2028.

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