Passados seis meses do crime de maus-tratos que mobilizou o Rio Grande do Sul, a cadela Anja vive hoje uma realidade de cuidados intensivos. Resgatada em 19 de julho de 2025, após ter as duas patas dianteiras cortadas pelo antigo tutor, o animal tornou-se símbolo de superação e está prestes a passar por uma cirurgia de reconstrução de mobilidade com especialistas de referência nacional.
A Rotina de recuperação
Desde o resgate em Caseiros, a rotina de Anja mudou drasticamente, a cachorrinha apresenta um quadro clínico estável e está livre de infecções, mas o cotidiano ainda exige cautela. De acordo com Géssica uma das voluntárias da União Protetora de Caseiros, o maior desafio atual é a energia do animal: por ser muito ativa, Anja tenta se movimentar constantemente, o que gera atrito dos membros amputados com o solo.
“Em razão da ausência das próteses, seus membros sofrem atritos que podem ocasionar machucados e pequenos sangramentos. Isso exige curativos diários e atenção redobrada da equipe”, informou em entrevista à redação da Rádio Planalto News.
A solução definitiva: cirurgia e próteses
O marco de seis meses da amputação coincide com os preparativos finais para a cirurgia que promete mudar o destino da cadela. O procedimento será realizado por dois cirurgiões, incluindo um ortopedista de Curitiba (PR), reconhecido como uma das maiores referências do Brasil em próteses veterinárias.
A cirurgia não visa apenas a estética, mas a funcionalidade e a saúde de longo prazo, evitando que o impacto direto no solo continue lesionando os tecidos da região afetada.

Vínculo afetivo e futuro
Um detalhe que tem chamado a atenção dos protetores é a relação de Anja com Pingo, seu companheiro inseparável. Ambos permanecem internados na mesma clínica veterinária em Ibiraiaras. O planejamento para o futuro de Anja já está traçado:
-
Adoção conjunta: a ONG estabeleceu que Anja e Pingo só serão doados juntos.
-
Monitoramento: a adoção será rigorosamente acompanhada para garantir que as próteses recebam a manutenção necessária e que o animal tenha qualidade de vida.
Situação das doações
Diferente de outros casos de resgate, a rede de solidariedade formada em torno de Anja foi tão eficaz que a ONG União Protetora de Caseiros suspendeu temporariamente a arrecadação de fundos. No momento, os recursos disponíveis são suficientes para cobrir as despesas cirúrgicas e o tratamento hospitalar. A entidade afirma que voltará a público caso surjam novas demandas financeiras.
Embora o tratamento de Anja esteja financeiramente garantido, a ONG agora corre contra o tempo para salvar outra vida: a cadelinha Pantufa.

Com menos de um ano, Pantufa foi atropelada em uma rodovia e teve três patas fraturadas. Devido à gravidade, uma das patas dianteiras precisou de amputação imediata. Ao contrário de Anja, Pantufa precisa de arrecadações urgentes.
“Houve quem sugerisse a eutanásia, mas nós escolhemos lutar. A Pantufa quer viver”, relata Géssica, voluntária do grupo.
Os custos incluem a cirurgia já realizada, colocação de placas, internação e medicamentos. Enquanto Anja segue sua reabilitação com Pingo, seu companheiro inseparável, a Pantufa depende da solidariedade da comunidade para quitar sua conta hospitalar e continuar o tratamento.
Como ajudar: As doações podem ser direcionadas à União Protetora de Caseiros ou pela vakinha online, que mantém os animais em clínicas parceiras por não possuir sede própria.











