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Soli3 e Banrisul firmam parceria para aporte de R$ 200 milhões Recursos serão destinados à implantação das estruturas de armazenagem do complexo industrial, que está sendo construído em Cruz Alta/RS

O Banrisul é a primeira instituição financeira a aportar recursos para a iniciativa | Foto: Thiago Corrêa | Divulgação Banrisul

A Soli3, intercooperação formada por Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, firmou parceria com o Banrisul para o financiamento de R$ 200 milhões no complexo industrial para processamento de soja e produção de biodiesel que está sendo construído em Cruz Alta/RS. A formalização ocorreu na manhã desta terça-feira, 1º, durante a programação da Expointer 2026, em Esteio/RS, com a presença de representantes das três cooperativas e da instituição financeira. O empreendimento será responsável pela produção de biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada, com investimento previsto de aproximadamente R$ 1,25 bilhão.

O Banrisul é a primeira instituição financeira a aportar recursos para a iniciativa. O financiamento será destinado à implantação da estrutura de armazenagem do empreendimento, abrangendo obras de infraestrutura, construção de armazéns e instalação das estruturas operacionais necessárias ao recebimento, à armazenagem e à expedição de grãos. Participaram da assinatura do contrato o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o vice-presidente da Cotrisal, João Carlos Chini e o presidente do Banrisul, Fernando Lemos.

“A liberação do primeiro financiamento da Soli3 representa um marco para o avanço do projeto. O apoio do Banrisul reforça a confiança em uma iniciativa construída pela intercooperação, que amplia a industrialização e agrega valor à produção dos associados. É uma parceria alinhada aos princípios do cooperativismo e ao compromisso de gerar desenvolvimento para as comunidades e para o Rio Grande do Sul”, afirma Germano Döwich, presidente da Cotripal e da Soli3.

As obras da indústria tiveram início em 30 de junho, com o começo dos serviços de terraplanagem e a implantação do canteiro de obras. A etapa de obras civis, que contempla a construção da infraestrutura do complexo, tem início previsto para o mês de outubro de 2026.

“Por ser o banco do Rio Grande do Sul, o Banrisul fez um grande esforço para viabilizar essa primeira liberação de recursos para a Soli3. Estamos falando de uma iniciativa que representa um investimento expressivo no desenvolvimento do Estado, na industrialização e na geração de valor para a produção gaúcha. Por isso, ter o Banrisul ao nosso lado neste momento é muito significativo, com o aporte de recursos e a parceria que contribuem para que o projeto siga avançando e gere resultados para o estado”, destaca o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

Para o presidente da Cotrisal, Walter Vontobel, “a liberação desses recursos pelo Banrisul é um marco importante para a Soli3 e para o cooperativismo gaúcho. É a confirmação de que projetos estruturados, pensados a longo prazo e com impacto real na industrialização do estado, encontram parceiros à altura. A Cotrisal segue confiante no potencial desse investimento para gerar valor às nossas cooperativas, aos nossos associados e ao desenvolvimento da região onde estamos inseridos”.

O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou a importância do investimento estratégico para o estado. “O Banrisul tem uma relação histórica com o campo e conhece a importância das cooperativas para a economia do Rio Grande do Sul. Quando financiamos um projeto como esse, estamos apoiando toda uma cadeia produtiva: o produtor, a cooperativa, a indústria, o comércio e, consequentemente, milhares de famílias que dependem do agronegócio”, destacou.

O empreendimento representa uma importante iniciativa de industrialização e agregação de valor à produção de soja liderada pelo cooperativismo gaúcho. O complexo contará com 75 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 138 hectares, além de integração ferroviária, contribuindo para ampliar a eficiência logística e a competitividade. Na primeira fase de operação, a capacidade de processamento será de três mil toneladas de soja por dia, totalizando um milhão de toneladas do grão por ano. A produção de biocombustível deve alcançar 600 toneladas/dia, o que corresponde a 200 mil toneladas/ano. O início das operações está previsto para 2028.

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