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Você conhece o Sub? O cão que escolheu os Bombeiros de Passo Fundo para chamar de família

Quem visita o quartel do Corpo de Bombeiros Militar de Passo Fundo dificilmente deixa o local sem conhecer uma das figuras mais queridas da corporação. De quatro patas, olhar atento e sempre pronto para acompanhar a movimentação dos militares, o cão Sub se tornou muito mais do que um mascote. Hoje, ele é considerado parte da família dos bombeiros.

Em entrevista ao repórter Jeferson Vargas, o soldado Dieneson Toldo de Barros relembrou a trajetória do mascote e contou como tudo começou.

A história de Sub o cão Bombeiro começou há cerca de seis anos, em um dia chuvoso. Durante o horário de almoço, os bombeiros encontraram o cãozinho escondido debaixo de uma das mesas. O animal estava debilitado, com sarna, pouco pelo e sinais evidentes de abandono. A cena chamou a atenção dos militares, que decidiram ajudá-lo.

Naquele primeiro momento, o cão recebeu comida e abrigo. A intenção era oferecer cuidados básicos, mas algo fez com que a história tomasse outro rumo. Dias depois, ao retornar para o serviço, os bombeiros perceberam que ele continuava no quartel, como se tivesse encontrado ali um lugar seguro para ficar.

Os cuidados começaram imediatamente. Foram banhos, medicamentos, vacinas, vermífugos e muita atenção. Aos poucos, o cachorro que chegou doente e assustado recuperou a saúde e passou a conquistar todos ao seu redor.

Nos primeiros dias, a presença do novo morador chegou a ser mantida em segredo pelos militares. Até que, em uma conversa com o então comandante da unidade, coronel Bittencourt, surgiu a ideia de adotá-lo oficialmente como mascote do quartel. A autorização veio rapidamente e, desde então, Sub passou a integrar a rotina da corporação.

Com o passar dos anos, ficou evidente que o quartel era o lugar que ele havia escolhido para viver. Houve tentativas de levá-lo para morar na residência de um dos soldados, mas nenhuma delas deu certo. O cão sempre encontrava uma forma de escapar e retornar para junto dos bombeiros.

Hoje, ele circula livremente pelos ambientes da unidade. Em alguns momentos, está na sala do comandante. Em outros, acompanha a movimentação na sala de operações. Não existe um espaço preferido. O quartel inteiro é a sua casa.

Sub também possui hábitos que já são conhecidos por todos. Logo pela manhã, costuma sair para caminhar pelas proximidades do quartel. No final da tarde, geralmente repete o passeio. Depois, retorna tranquilamente para o seu lugar favorito: ao lado dos bombeiros.

O mascote demonstra, ainda, uma ligação impressionante com a corporação. Quando vê uma viatura dos bombeiros passando pela rua, corre para acompanhá-la. Muitas vezes, reconhece os veículos à distância e segue atrás deles por alguns metros. Em algumas ocasiões, chega a acompanhar a saída dos caminhões quando ocorre um chamado de emergência. Nas madrugadas, quando as equipes retornam de atendimentos, ele costuma esperar pela chegada dos bombeiros. Não é raro vê-lo latindo até que todos estejam novamente dentro do quartel.

A relação com os militares vai além da convivência diária. Sub se tornou uma companhia importante em uma profissão marcada por desafios constantes. Os bombeiros lidam frequentemente com acidentes, incêndios, resgates e situações difíceis que exigem preparo técnico e emocional. Em meio a essa rotina intensa, a presença do mascote ajuda a tornar os dias mais leves.

Seja arrancando sorrisos após uma ocorrência complicada ou simplesmente acompanhando a equipe durante os plantões, ele se transformou em um símbolo de companheirismo dentro da corporação.

A fama do cão também ultrapassou os portões do quartel. Com uma página própria nas redes sociais, ele reúne centenas de registros de sua rotina. Muitas crianças que visitam o Corpo de Bombeiros fazem questão de tirar fotos ao seu lado, tornando-o uma das atrações mais populares entre os visitantes.

Recentemente, os bombeiros descobriram até mesmo a origem do mascote. Moradores da região contaram que ele pertence a uma linhagem de cães que ainda vive nas proximidades. Um dos irmãos é tão parecido com ele que, à distância, muitas pessoas chegam a confundi-los.

Mesmo assim, Sub parece ter tomado sua decisão há muito tempo. Embora tenha origem em outro lugar, escolheu permanecer onde encontrou cuidado, carinho e amizade.

Seis anos depois daquele dia chuvoso, quando apareceu assustado e escondido debaixo de uma mesa, o cachorro que chegou ao quartel doente e abandonado se tornou um dos integrantes mais queridos do Corpo de Bombeiros Militar de Passo Fundo.

Sem usar farda e sem participar oficialmente das ocorrências, ele desempenha diariamente uma missão muito especial: oferecer lealdade, alegria e companheirismo àqueles que dedicam suas vidas à proteção da comunidade.

Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação

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