Maio é o mês de conscientização sobre o distúrbio alimentar pediátrico. A fim de aprofundar a abordagem do tema, a fonoaudióloga Ana Carolina Battezini (foto), do Hospital de Clínicas, HC, foi entrevistada no programa Comando Popular, apresentado por Luiz Carlos Carvalho, na Rádio Planalto News (92.1).
A profissional apresentou as características e a importância do diagnóstico para o Distúrbio Alimentar Pediátrico (DAP) e o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE).
No DAP, o fonoaudiólogo tem papel central na avaliação e intervenção das habilidades alimentares gerais e principalmente motoras orais, observando aspectos como mastigação, coordenação oral, transição de texturas, eficiência e segurança da deglutição. Também atua no desenvolvimento da competência alimentar, autonomia da criança e participação nas refeições, além de orientar familiares e cuidadores sobre práticas responsivas e organização da rotina alimentar e do ambiente. Sua atuação acontece de forma interdisciplinar, em conjunto com terapia ocupacional, nutrição, psicologia, medicina, e outras áreas envolvidas no cuidado da criança.
No TARE, o papel do fonoaudiólogo está mais relacionado aos fatores funcionais que sustentam a restrição alimentar, especialmente quando há dificuldades que envolvem texturas e consistências – questões sensoriais (porém a terapia ocupacional que vai fazer a integração sensorial), e dentro do contexto de terapia alimentar responsiva. O trabalho envolve ampliar a segurança e o conforto alimentar, e apoiar a construção de experiências positivas com os momentos de refeição e consequentemente com os alimentos em si. Embora o diagnóstico seja psiquiátrico, o fonoaudiólogo, assim como outras áreas da saúde e educação, contribuem na terapia alimentar.
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