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Abordagem interdisciplinar é diferencial nos estudos sobre envelhecimento humano Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da UPF compreende o envelhecimento como processo multidimensional que desafia diversos setores da sociedade

Foto: Camila Guedes
Questões sociais, culturais, educacionais, históricas, bioéticas, econômicas, ambientais, de saúde e de tecnologia. Pensar o envelhecimento humano, considerando que, só no Brasil, o número de idosos cresceu 57,4% em 12 anos, é pensar em diferentes aspectos e setores da sociedade. E é a isso que se propõem mestrandos e doutorandos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo (PPGEH/UPF). Desde sua criação, em 2009, o Programa forma pesquisadores, docentes e profissionais que ajudam a estudar formas de subsidiar políticas públicas e novas práticas cotidianas para que seja possível projetar, para um futuro próximo, um envelhecimento com qualidade de vida.

Uma das docentes do PPGEH e diretora da Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios, a professora Dra. Cleide Fátima Moretto destaca que o principal diferencial do Programa é justamente essa abordagem interdisciplinar. “Aqui nos reunimos, docentes e discentes de diferentes áreas do conhecimento, para discutir o processo do envelhecimento humano. Por meio dos cursos de mestrado e de doutorado, é possível aliar a teoria, as diferentes abordagens, aquilo que é mais inovador no âmbito nacional e sobretudo internacional com a prática, com os problemas de pesquisa que são mais urgentes”, explica.

A professora ainda destaca que o envelhecimento humano não acontece apenas para quem tem 60 ou mais anos de idade. “Esse processo inicia desde a fecundação e acompanha toda a vida adulta e transversal a todo esse processo estão os fatores biológicos, sociais, psicológicos e tudo aquilo que envolve as questões que permeiam o tempo e o futuro”, comenta.

Exemplo dessa abordagem interdisciplinar é o doutorando Paulo Roberto Pasqualotti. Formado em Ciência da Computação e mestre em Computação Aplicada, ele retorna para a sala de aula para pensar a relação entre o envelhecimento e a tecnologia. “Todos estamos envelhecendo, então, a gente começa a ter não só curiosidade, mas nos aproximarmos das questões que implicam o envelhecimento e a melhoria de qualidade de vida. Eu penso que nada melhor que estar vivendo ou entrando nessa fase de envelhecimento é estudar e também dar um retorno para a sociedade com relação ao que eu posso contribuir para essa melhoria da qualidade de vida, não só do idoso, mas das pessoas como um todo”, conta.

Em um mundo em que cada vez mais a tecnologia está na palma da mão, Paulo acredita que essa é uma questão emergente ao envelhecimento e uma questão fundamental a ser discutida. “Meu objetivo é unir os meus conhecimentos em tecnologia, meus conhecimentos na área da computação, e desenvolver questões, produtos, formas de melhorar essa relação na vida do idoso. Espero, dentro do meu conhecimento, dentro do que eu estou aprendendo aqui, trazer para a sociedade, para o próprio Programa, essas novas possibilidades”, conclui.

Por que fazer mestrado ou doutorado em Envelhecimento Humano?
Em termos de Brasil, as projeções demográficas apontam para um crescimento elevado do contingente de idosos, serão milhões de brasileiros vivendo mais tempo. Por outro lado, a certeza da continuação nos ganhos em anos vividos é acompanhada por uma incerteza das condições de vida e saúde que experimentarão os cidadãos longevos.

Sendo assim, a área de concentração do programa, Envelhecimento Humano, Saúde e Sociedade, compreende o envelhecimento como processo multidimensional que desafia diversos setores da sociedade contemporânea com demandas interdisciplinares. São duas linhas de pesquisa: 1 – Aspectos Biopsicossociais do Envelhecimento Humano; e 2 – Gerontecnologia.

Conheça mais sobre o PPGEH no site upf.br/pos.
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