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Cooperativas gaúchas iniciam obras da Soli3, nova indústria de biodiesel em Cruz Alta Empreendimento reúne Cotrijal, Cotripal e Cotrisal e prevê investimento de R$ 1,25 bilhão com operação prevista para 2028

As cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal deram início nesta terça-feira (30) às obras da Soli3, nova indústria de processamento de soja e produção de biodiesel que será instalada em Cruz Alta, no Norte do Rio Grande do Sul. O lançamento oficial contou com a presença de autoridades estaduais, representantes do setor cooperativista, empresas parceiras e imprensa.

O empreendimento nasceu da união entre as três maiores cooperativas agropecuárias do Estado e teve recentemente autorizada sua implantação após a emissão da Licença de Instalação pelo governo estadual, concluindo o processo de licenciamento ambiental.

As primeiras etapas da obra envolvem serviços de terraplanagem e preparação do canteiro. Paralelamente, a empresa está finalizando a contratação da construtora responsável pelas obras civis do complexo, previstas para iniciar no segundo semestre de 2026.

O cronograma prevê avanço simultâneo das etapas de construção, incluindo fundações, estruturas de concreto e metálicas, edificações de apoio e posterior montagem eletromecânica dos equipamentos industriais.

Com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, a Soli3 terá produção voltada para biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada. A expectativa é alcançar faturamento anual de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

A estrutura contará com 75 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 138 hectares e terá integração ferroviária para ampliar a eficiência logística.

Na primeira fase de operação, prevista para 2028, a capacidade será de processamento de 3 mil toneladas de soja por dia, totalizando 1 milhão de toneladas ao ano. A produção de biocombustível deverá atingir 600 toneladas diárias, o equivalente a 200 mil toneladas por ano.

Em uma segunda etapa de expansão, a capacidade poderá chegar a 7,2 mil toneladas de soja processadas por dia, alcançando 2,6 milhões de toneladas anuais. A projeção também é elevar a produção de combustível renovável para 1,5 mil toneladas por dia, totalizando 500 mil toneladas por ano.

Além do impacto industrial, o projeto prevê geração de aproximadamente 1 mil empregos durante a construção. Após o início das operações, devem ser mantidos 150 postos diretos e cerca de 500 empregos indiretos.

Segundo as cooperativas envolvidas, o objetivo do empreendimento é ampliar a agregação de valor à produção agrícola dos associados, fortalecer o escoamento da safra e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.

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