Há 30 anos, a Universidade de Passo Fundo (UPF) dava início ao seu primeiro Programa de Pós-Graduação. Ao longo desse tempo, milhares de mestres e doutores desenvolveram pesquisas e soluções que impactaram e seguem impactando a sociedade. Na última sexta-feira, 3 de julho, 63 novos mestres e doutores se uniram à essa estatística, ao terem a conclusão dos seus cursos marcada pela Cerimônia de Diplomação dos mestrados e doutorados. No Centro de Eventos da UPF, o momento reuniu estudantes e seus orientadores, docentes, amigos e familiares para celebrar essa importante conquista.
Com 30 anos de tradição na pós-graduação stricto sensu, a Universidade consolidou-se como referência na formação de mestres e doutores no norte do Rio Grande do Sul. Atualmente, são 15 Programas de Pós-Graduação que impulsionam a produção científica em diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo a pesquisa e a inovação. Ao longo de quase seis décadas de história, a UPF tem ampliado seu impacto por meio de estudos que contribuem para o avanço da educação, da saúde, da economia, da cultura e de tantos outros setores essenciais ao desenvolvimento da sociedade.
Falando em nome dos diplomados, a mestra em Direito pela UPF Carina Ruas Balestrini ressaltou que o conhecimento segue sendo uma das formas mais potentes de transformação da realidade. “A diplomação na pós-graduação, stricto sensu não representa apenas o encerramento de uma etapa acadêmica. Ela simboliza uma travessia exigente, feita de leituras densas, dúvidas persistentes, renúncias silenciosas e encontros intelectuais que modificam não apenas nossas pesquisas, mas também a maneira como compreendemos o mundo”, disse.
Para a mestra, cada Programa carrega uma forma singular para a ciência, para a cultura, para a tecnologia, para a saúde, para educação, para as organizações e para as relações humanas, mas todos convergem em algo essencial: a responsabilidade pública do conhecimento. “Quanto mais estudamos, mais compreendemos a profundidade daquilo que ainda não sabemos. Mas saímos com algo precioso: a capacidade de formular perguntas melhores e sociedades melhores começam muitas vezes com perguntas melhores. Que o mestrado e o doutorado não nos afastem da vida concreta, mas nos aproxime ainda mais dela e que nossas pesquisas encontrem caminhos para dialogar com a sociedade, com as instituições e com as pessoas”, finalizou.
O pró-reitor Acadêmico da UPF, professor Dr. Edison Alencar Casagranda destacou os 30 anos do stricto sensu da Universidade como uma experiência pioneira e frisou que a Cerimônia de Diplomação celebra o conhecimento, a auto formação, a ciência e o compromisso da Instituição com as pessoas e com a sociedade. “Ao longo dessas três décadas, a UPF consolidou programas de excelência reconhecidos nacionalmente, formou milhares de mestres e doutores, ampliou sua inserção internacional, fortaleceu agentes de cooperação científica e expandiu significativamente sua capacidade de produzir conhecimento científico relevante. Repito, conhecimento científico relevante. Esses resultados revelam a maturidade acadêmica alcançada pela instituição”, disse.
Na visão do pró-reitor, no entanto, o maior significado desses 30 anos está além dos indicadores e expressão a concretização de uma compreensão de universidade que reconhece, na formação avançada, na pesquisa e na extensão universitária, sua vocação mais profunda. “A Universidade não existe para transmitir conhecimentos apenas ou para oferecer respostas prontas. Existe para formar pessoas capazes de compreender a realidade em sua complexidade e interpretá-la criticamente, questionar as certezas estabelecidas e, a partir do conhecimento, contribuir para a sua transformação”, disse, acrescentando que celebrar 30 anos da pós-graduação de stricto sensu da UPF é muito mais do que recordar uma trajetória institucional ou reconhecer indicadores de excelência. “É celebrar milhares de pessoas que passaram por esse processo de formação e que hoje colocam em suas competências seu pensamento crítico e seu compromisso ético a serviço da sociedade. Afinal, é assim que uma universidade comunitária cumpre sua missão: formar pessoas que, ao se transformarem em si mesmas, tornam-se capazes de transformar o mundo ao seu redor”, concluiu.