Na manhã desta quarta-feira (17) a Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio realizou mais uma reunião. Comandada pela vereadora Eva Valéria (PT), o órgão mobilizou entidades que atuam diretamente no amparo às mulheres vítimas de violência.
No encontro, estiveram presentes os vereadores Diego Milani (PL), João Pedro Nunes (MDB) e Marina Bernardes (PT). Assim como representantes da Coordenadoria da Mulher, Centro de Referência de Atendimento à Mulher (SEMCAS), Defensoria Popular (Ocupar), Movimento de Mulheres Olga Benário, Central Única das Favelas (CUFA/RS), Promotoras Legais Populares de Passo Fundo (PLPs), Projeto Justiceiras e organizações sindicalistas.
O trabalho das promotoras legais é voluntário e consiste na escuta e acolhida das mulheres vítimas de violência. Para a voluntária Elgiane Lago, é fundamental agregar as entidades que estão preocupadas com o problema e sua conscientização, buscando também o engajamento dos homens da sociedade. “O nosso grupo faz um trabalho a 26 anos diretamente com mulheres vítimas de violência, ouvindo e encaminhando para uma saída. Quando começamos, buscamos formar a rede que temos hoje. Acredito que se cada entidade fizer o seu papel teremos tudo para reduzir os índices em Passo Fundo”, afirmou.
Rita XX, do Projeto Justiceiras, que oferece assistência jurídica, psicológica e social às mulheres, apresentou relatos sobre denúncias de violência em Passo Fundo, assim como a reflexão do suporte terapêutico para homens que cometem o crime, promovendo a diminuição da misoginia.
Passo Fundo se destaca na defesa dos direitos das mulheres
Júlio Francisco Ramos, da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, mostrou que o município registra um dos menores índices nacionais de violência contra a mulher, mas que isso reforça a necessidade de as entidades governamentais e não-governamentais prosseguirem ampliando essa luta.
“O perfil da vítima geralmente é uma mulher negra, pobre e periférica. Cerca de 87% das violências ocorrem dentro de casa ou no local de trabalho, isso porque geralmente as mulheres são reféns econômicas de seus companheiros”, alertou.
A educação será o próximo tema da Frente Parlamentar, em julho, onde será discutido o crescimento da misoginia entre jovens, casos de agressões contra professoras e a violência de gênero institucional.
Texto: Elisa Bedin











