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Passo Fundo se prepara para mudanças climáticas Comissão Municipal de Mudanças Climáticas: reunião reforça a importância de ações conjuntas entre o poder público e a sociedade

Foto: Michel Sanderi/PMPF

A Comissão Municipal de Mudanças Climáticas de Passo Fundo realizou, nessa quarta-feira (19), mais uma reunião com foco no enfrentamento dos desafios climáticos e nas soluções sustentáveis para o futuro. No Sebrae, com a presença do prefeito Pedro Almeida, o grupo, composto pelo poder público, entidades e instituições de ensino, reforçou a importância da colaboração e diálogo contínuo entre todos os setores da sociedade.

“O nosso município não foi tão prejudicado neste momento crítico do estado, e isto nos dá ainda mais uma responsabilidade: ser uma cidade que possa demonstrar coerência nas suas ações de futuro. Que tenhamos de forma clara, até dezembro deste ano, o que precisamos acelerar. Fica este compromisso”, disse o prefeito.

A Comissão Municipal de Mudanças Climáticas foi criada no ano passado, a partir de um cadastro feito pela Prefeitura junto ao Governo do Estado tendo em vista o decreto estadual nº 56.939/2023, que instituiu o Sistema de Monitoramento de Convênios Administrativos dos municípios que fazem parte do programa ProClima2050. O programa do Rio Grande do Sul é um passo significativo para a implementação de ações climáticas coordenadas, efetivas e compartilhadas entre o governo estadual e as cidades gaúchas, ratificando o Acordo de Paris, voltado à redução dos gases de efeito estufa.

Conforme o geógrafo Glauco Polita, servidor da Secretaria de Meio Ambiente, “a tarefa do Município é mapear os atores e ações desenvolvidas, bem como estabelecer iniciativas prioritárias e a projeção de cenários, refletindo sobre como Passo Fundo quer chegar em 2050”.

Entre as pautas já tratadas pela Comissão, estão: a identificação da realidade local; o acompanhamento e participação na elaboração do Plano Municipal de Contingência; e as discussões referentes aos planos municipais de Resíduos Sólidos, Desenvolvimento Integrado, Saneamento, Mata Atlântica, Mobilidade Urbana e Macro e Micro Drenagem.

Professor da Universidade de Passo Fundo, o arquiteto e urbanista Marcos Frandaloso ponderou que, durante as reuniões, já foi possível visualizar uma série de ações a serem executadas. “Precisamos trabalhar isso de forma a estabelecer um plano de ações de maneira concentrada”, considerou.
Para o secretário executivo de Planejamento da Agenda 21, Ademar Marques, Passo Fundo já está à frente de outros municípios. “Não partimos do zero. Essa é a diferença. Temos uma vantagem porque já existe uma sinergia na cidade”, mencionando documentos como o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

O prefeito sublinhou, ainda, a importância de a comunidade compreender o trabalho desenvolvido pela Comissão. Explicou Pedro Almeida: “Desde que a Comissão foi formada, são realizadas reuniões regulares todos os meses. Neste encontro, tivemos uma prestação de contas do trabalho realizado pela Comissão durante o período e novas provocações para que ampliemos as ações feitas por Passo Fundo”.

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