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Professores seguem em greve: “escolas não estão à venda” Mesmo com a suspensão do leilão de 98 escolas estaduais, professores mantêm mobilização e cobram o cancelamento definitivo da parceria com a iniciativa privada.

A suspensão do leilão que previa a concessão de 98 escolas estaduais à iniciativa privada não encerrou a mobilização dos professores no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (16), educadores da rede estadual realizam uma greve e promovem atos em diversas cidades para pressionar o governo a cancelar definitivamente o projeto.

A interrupção do processo foi determinada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), que suspendeu o leilão marcado para o dia 23 de julho, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Com a decisão, também foram suspensos o recebimento das propostas das empresas interessadas e a sessão pública da licitação. Ainda não há nova data para a retomada do processo.

Apesar da suspensão, o Cpers Sindicato decidiu manter a greve. A entidade afirma que a medida é temporária e que continuará mobilizada até que o governo estadual desista da parceria público-privada (PPP).

Em Porto Alegre, a programação inclui concentração em frente à 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), seguida de caminhada até a Secretaria Estadual da Educação (Seduc). A mobilização também ocorre em outras regiões do Estado, envolvendo os 42 núcleos do sindicato.

Em Passo Fundo, o 7º Núcleo do Cpers participa da paralisação e das atividades organizadas na região, acompanhando o movimento estadual contra a concessão das escolas à iniciativa privada.

O projeto do governo prevê conceder por 25 anos os serviços de infraestrutura, manutenção, limpeza, alimentação e conservação de 98 escolas estaduais. O contrato está estimado em R$ 4,8 bilhões. Segundo o Executivo, a gestão pedagógica permanecerá sob responsabilidade do Estado e a parceria busca melhorar a infraestrutura das unidades de ensino.

O Cpers, no entanto, afirma que a proposta representa a privatização da educação pública e defende que os recursos previstos para a PPP sejam investidos diretamente nas escolas da rede estadual.

Além da paralisação, professores realizam panfletagens e outras ações para dialogar com a população sobre os motivos da greve e reforçar a campanha contra a concessão das escolas. O sindicato afirma que a mobilização seguirá até que o projeto seja cancelado em definitivo.

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