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Servidores federais aceitam proposta de reajuste de 9% oferecida pelo governo

Aumento começa a valer a partir de maio, com o pagamento em junho

Servidores públicos do Executivo federal aprovaram a proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reajuste salarial de 9% e acréscimo de R$ 200 no auxílio-alimentação, que passará de R$ 458 para R$ 658. Segundo a proposta, os novos valores passam a valer a partir de 1º de maio, com o pagamento em junho.
Em reunião realizada com a categoria na sexta-feira (17), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) ratificou a aprovação da proposta, que foi aceita por mais da metade das assembleias das entidades filiadas à confederação.
A proposta de recomposição, que contempla servidores ativos, aposentados e pensionistas da Lei nº 8.112/90, foi oficializada pelo governo federal na terça-feira (14).
A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) aprovaram a proposta na quarta (15) e terça-feira (14), respectivamente. Segundo o presidente da Fenapef, Marcus Firme, todos os participantes da categoria votaram pela aceitação do reajuste apresentado pelo governo. “Não é o ideal, precisamos urgentemente de uma real reestruturação salarial, mas continuaremos a defender a nossa proposta que foi enviada ao diretor-geral da Polícia Federal e encaminhada ao ministro da Justiça”, afirmou.
Entenda
O valor proposto pelo governo, acordado no último dia 10 com entidades que representam os servidores públicos nas negociações de aumento salarial, é inferior ao que foi pedido pelos funcionários, que queriam um reajuste de 13,5%.
Na ocasião, o encontro ficou paralisado por alguns minutos, depois que as associações que representam os servidores deixaram o prédio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos ao ouvir a proposta de 8,4%. As entidades sindicais chegaram a fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais para expressar a frustração com a proposta.
O incômodo da classe aconteceu porque a proposta inicial do Executivo, apresentada em fevereiro, foi de uma recomposição gradual, que seria de 7,8% em março, 8,5% em abril e 9% em maio. Com o recuo para 8,4%, as entidades queixaram-se de que o governo deixaria de utilizar por completo os R$ 11,2 bilhões que estão previstos no Orçamento deste ano para o reajuste dos funcionários do Executivo.
Após o protesto, o governo sugeriu que a recomposição seja de 9% a partir de maio. Mesmo insatisfeitas com o valor, as associações acataram a proposta.

Fonte: R7

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