Com a promessa de ser o maior do mundo, envolvendo um mercado de 720 milhões de pessoas e um PIB de 22 trilhões de dólares, o acordo Mercosul e União Europeia entra em vigor neste 1º de maio de 2026, duas décadas e meia depois do início das negociações.
De lá para cá foram muitas idas e vindas, muitas mesmo. Foram diversas rodadas, negociações, comitês de cooperação, grupos e subgrupos técnicos, reuniões de cúpula, várias paradas e retomadas de conversas.
Por fim, conclusão das negociações, ou pelo menos foi quando elas chegaram mais perto do fim, acordo anunciado em 2018 e quase assinado em 2019 no governo anterior. Mas quando Lula assumiu o terceiro mandato em 2023, uma constatação: o texto não era nada bom para o Brasil. É o que diz o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa:
“Eu diria para você que aquele acordo que foi anunciado em 2018 eu jamais defenderia, jamais defenderia, porque ele não era bom para o Brasil. Ali o Brasil estava sucumbindo. Esse acordo que nós vamos ter em vigor a partir de 1º de maio, esse é o acordo que é bom para todo mundo e respeita as necessidades do setor produtivo e da população do Brasil”.
O acordo prevê a redução tarifária de mais de 5 mil produtos. Isso em prazos que variam até 15 anos. Foram estabelecidas também cotas para produtos do agro brasileiro e a redução de tarifas para maquinário europeu. Mas o acordo trata também de sustentabilidade, de proteção para produtos locais e compras públicas, novidade que foi incluída nesta última rodada de negociações. Agora empresas brasileiras vão poder participar de licitações na União Europeia e as europeias aqui no Brasil.
Para a indústria automotiva, a eliminação das tarifas vai ser bem gradual e, dependendo, pode chegar a 30 anos. Isso para evitar a desindustrialização aqui no país, evitar que as empresas deixem de investir por aqui, aguardando os veículos e equipamentos importados mais baratos.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL













